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10 de jan de 2017

Teologia em casa? Nada contra, mas é preciso pensar e escolher bem...

Graça e paz amados!.

       Como todos sabem, sou teólogo, estudioso da Palavra de Deus, servo do Altíssimo e apaixonado por ensino de qualidade e consistência.
     O que muito vemos hoje com a facilidade e disponibilidade da internet, são cursos teológicos até mesmo gratuitos, on-line ou para se fazer em casa.
     Estudar por estudar não vai te levar a lugar algum, à não ser um emaranhado de dúvidas e questionamentos infindáveis, contra-posições e argumentos que não serão solidificados na memória. 
       Para es estudar teologia, assuntos acerca de Deus e sua Palavra, é necessário saber ao menos qual linha teológica se vai seguir, porque caso contrário isso a longo prazo pode trazer sérias e graves consequências para você dentro da Igreja que frequenta, vou exemplificar:
    Você frequenta uma Assembleia de Deus e fará estudos Batistas ou Presbiterianos, "nada contra não entendam mal ok!?" não vai conseguir desenvolver muita coisa dentro desse ministério. E vice-versa.
    Caso você seja Presbiteriano ou Batista, não adianta fazer uma teologia de linha de Arminíana, com certeza ora ou outra vai entrar em conflito.



Vejam essa publicação do Pr. Silas Daniel, colunista e jornalista da CPAD"Assembleiano".

Sobre meu artigo `Em Defesa do Arminianismo´

Sex, 30/01/2015 por
Fonte: http://www.cpadnews.com.br/blog/silasdaniel/o-cristao-e-o-mundo/94/sobre-meu-artigo-em-defesa-do-arminianismo.html

Escrevi um artigo na revista Obreiro Aprovado, edição 68, referente ao primeiro trimestre deste ano, intitulado “Em Defesa do Arminianismo”, onde falo das razões da adesão ao Calvinismo nos últimos anos por parte de alguns obreiros e irmãos assembleianos e explico o que é, de fato, o Arminianismo, o que realmente ensina e seu lugar na história. O artigo está repercutindo bastante nas redes sociais e blogs de irmãos ligados à denominação, o que muito me alegra.

Lendo alguns comentários sobre o artigo na internet, resolvi publicar este artigo para esclarecer algumas dúvidas:

1) Alguns irmãos assembleianos simpáticos ao Calvinismo, e naturalmente incomodados com a publicação de um artigo, em órgão oficial da denominação, em defesa do Arminianismo, estão me acusando do que eu não disse. Eles, sem dúvida alguma, não leram o meu artigo, pois estão afirmando que estou defendendo uma “caça às bruxas” (ou seja, uma “caça” aos calvinistas) na Assembleia de Deus. Ora, na terceira página do meu artigo em Obreiro Aprovado, escrevi exatamente o contrário disso:

“...o objetivo de lembrar aqui essas exclusões por Calvinismo no passado da AD não é para pregar que agora devemos começar uma espécie de ‘caça às bruxas’ aos calvinistas dentro da Assembleia de Deus. Nada disso. É apenas para lembrar que o Calvinismo nunca fez parte de nossas origens e nem muito menos fez parte do nosso padrão doutrinário, ao ponto de no passado até se excluir por causa disso. E se hoje o Calvinismo é cada vez mais comum no meio assembleiano, isso se deve tão somente ao fato de que temos ensinado pouco ou quase nada sobre o verdadeiro Arminianismo nos púlpitos e seminários de nossas igrejas”.

2) Alguns irmãos assembleianos ligados ao Calvinismo estão me acusando de ser “absolutista” ao defender o Arminianismo em detrimento do Calvinismo. Bem, acho que, por esse critério, os irmãos calvinistas devem ser também “absolutistas” por defenderem o Calvinismo em detrimento do Arminianismo. A verdade é que, em uma época em que está na moda ser relativista, ter convicções é visto como algo negativo. Deus nos livre disso. Mas, independente desse deslize próprio da influência da pós-modernidade em nossos dias, quem me taxa de “absolutista”, no sentido de desprezo a qualquer convicção diferente da minha, também não leu meu artigo, porque em nenhum momento desrespeito as convicções de meus irmãos calvinistas compatibilistas. Assevero que o Arminianismo é biblicamente mais coerente, mas não reconheço como “heresia perniciosa”, como acham alguns, o calvinismo compatibilista. Leiam lá. Dedico as três últimas páginas do meu artigo a explicar isso.

3) Em uma entrevista dada ao blog “Teologia Pentecostal” sobre o meu artigo (para lê-la, clique AQUI), afirmei: “...até entendo que um crente assembleiano possa ter particularmente convicções calvinistas, mas empenhar-se em um projeto de ‘calvinização’ da denominação é demais. Não que eu conheça alguém particularmente empenhado nisso. Falo em hipótese. Se você já não se sente bem na Assembleia de Deus, se não se sente mais um assembleiano, se sente-se mais um calvinista do que assembleiano, é melhor sair da Assembleia de Deus e ir para uma igreja tradicional ou renovada calvinista. Pelo menos em favor da própria coerência”.

Por incrível que pareça, alguns entenderam que eu estava, arrogantemente, convidando todos os assembleianos que têm convicções calvinistas a saírem da denominação. Primeiro, eu não tenho autoridade para isso; segundo, eu não disse isso. É só reler atentamente o que disse e qualquer um perceberá o óbvio dos óbvios: que, em primeiro lugar, eu estava me referindo, com todas as letras, ao caso de um assembleiano que, hipoteticamente, além de ter convicções calvinistas, se dedica a uma campanha de “calvinização” da denominação – ou seja, trata-se de um caso muito específico –; e em segundo lugar, o que disse em seguida, em relação a esse caso muito específico, foi uma argumentação lógica, mais do que natural, atinente à consciência dessa pessoa: se a pessoa não se sente mais um assembleiano (que, por essência, é pentecostal e arminiano), se não se sente mais confortável na sua denominação, ao ponto de iniciar uma campanha para adaptar toda a sua denominação à sua crença pessoal, é bem melhor sair de sua denominação e ir para outra igreja onde se sinta melhor. Eu faria isso, se esse fosse o meu caso.

4) Tem gente que acha absurdo uma denominação querer preservar sua identidade. Acho mais do que natural. Os presbiterianos preservam a sua, os congregacionais, os batistas e os metodistas idem. Até mais do que nós. Na Igreja Presbiteriana, por exemplo, para ser ordenado ao ministério, o candidato a ministro deve empenhar palavra de honra que crê no Calvinismo e sempre pregará e ensinará o Calvinismo. E se ele, depois de ordenado, descumprir seus juramentos ordenatórios, sofrerá um processo para ser retirado do ministério. É assim que a coisa é tratada lá: como uma questão inegociável de consciência. Parece que nem sempre valorizamos isso, mas trata-se de algo muito importante. Deixe-me dar outro exemplo: alguém pode ser considerado ainda assembleiano se não crê mais no batismo no Espírito Santo? Seria coerência se dizer ainda assembleiano mesmo não se crendo mais nisso? A resposta, obviamente, é "não". Mas isso não significa que sairemos agora fazendo "caça às bruxas" para saber quem, no fundo, no fundo, pensa ou não assim nas ADs pelo Brasil. Até aqui, a coisa é um problema pessoal, de consciência da própria pessoa. O problema passa do forum pessoal quando a pessoa resolve confrontar sua denominação para que ela se curve à sua crença pessoal divergente, ou quando sai disseminando-a explicitamente na denominação, o que se constitui também uma atitude de confronto.

Graças a Deus, não vejo isso na Assembleia de Deus. Não vejo assembleianos calvinistas subindo no púlpito para confrontar pregando o Calvinismo. Aliás, eu acrescentaria também que, mesmo considerando que há, sim, um grande número de assembleianos que professam hoje alguma simpatia pelo Calvinismo, eles ainda parecem ser minoria em relação ao número de assembleianos inconscientemente semipelagianos por falta de ensino do que é o verdadeiro Ariminianismo. Não tenho nenhuma pesquisa científica para provar isso - é conclusão apenas do meu dia-a-dia viajando pelas ADs no Brasil. Portanto, posso estar equivocado, mas é o que me parece sinceramente.

Ambos os casos - assembleianos semipelagianos e assembleianos calvinistas - são fenômenos de um mesmo e antigo problema: a falta de ensinar o Arminianismo.

Enfim, voltando ao leito deste tópico, todos são livres para aderirem ao que crêem. Ninguém é obrigado a permanecer em um lugar que prega aquilo do que discorda. Permanecer em um lugar assim, guardando sua divergência só para si, é incoerente, mas ainda é aceitável. Mas brigar com toda a sua denominação por causa disso é mais do que incoerente: é gritantemente incoerente. Ainda mais que não estamos falando da hipótese apenas de alguém tentar mudar a identidade de toda uma denominação à sua imagem e semelhança, mas de também estar brigando para isso por causa de uma doutrina secundária (no caso do embate Arminianismo x Calvinismo, a mecânica da salvação, e não a mensagem e o método da salvação).

5) Ainda na referida entrevista ao blog “Teologia Pentecostal”, eu disse que “A Assembleia de Deus é do jeito que é não apenas por ser pentecostal, mas por ser também arminiana. Se a Assembleia de Deus deixa de ser arminiana, ela se torna outra coisa, e não mais o que é”.

Por incrível que pareça, houve gente que entendeu que eu estivesse dizendo que seja impossível um pentecostal ser também calvinista e vice-versa. Claro que não acho impossível um pentecostal ser calvinista. Estou falando em termos de identidade de uma denominação. Se a Assembleia de Deus deixa de ser arminiana para se tornar calvinista, ela simplesmente deixa de ser Assembleia de Deus. Ela se torna outra igreja, porque, como eu já disse, “a identidade consiste em tudo aquilo que nos faz ser o que somos”. A AD é o que é não apenas por ser pentecostal, mas por ser também arminiana. Faz parte de sua essência. Assim como uma Igreja Presbiteriana que se torna pentecostal deixa de ser Igreja Presbiteriana. Ela se torna outro tipo de igreja, mesmo que mantenha a mesma nomenclatura. Pode até manter muito do que tinha antes, mas já não é mais a mesma igreja. É outra bem diferente.

6) No meu referido artigo de Obreiro Aprovado, tratei extensamente sobre o Semipelagianismo na teologia popular da Assembleia de Deus, lembrando que isso é fruto de, durante décadas, os doutrinadores assembleianos terem se preocupado mais em combater o Calvinismo do que em ensinar ao povo o que é, de fato, o Arminianismo – além de, como também frisei no artigo, muitas vezes confundirem calvinismo fatalista com calvinismo de forma geral. Isso resultou em duas coisas: primeiro, muitos assembleianos, na prática, confundiam Arminianismo com Semipelagianismo ou até, em casos mais raros e graves, com Pelagianismo; e em segundo lugar, quando os assembleianos passaram a ter contato maior com a teologia reformada, muitos deles, justamente por terem uma visão meramente fatalista do calvinismo e por não conhecerem perfeitamente o Arminianismo, se tornaram facilmente suscetíveis à teologia reformada.

Qual a solução para o fim do Semipelagianismo da teologia popular que vemos em alguns púlpitos e igrejas? É ensinar o Arminianismo de fato.

Os problemas para os excessos ou distorções no Arminianismo é ensinar o Arminianismo de fato, que tem sido pouquíssimo ensinado nas últimas décadas na Assembleia de Deus, e não descambar para o Calvinismo, como alguns assembleianos vitimados e ressacados pelas mensagens semipelagianas fizeram e propõem.

Segue-se uma analogia. Não é perfeita, mas serve para fins ilustrativos.

Sabemos que nos aeroportos há uma norma que proíbe as pessoas de levarem para o avião objetos perfurantes em bagagens de mão. Imaginemos, portanto, um aeroporto que estabelece essa norma pela primeira vez, mas nunca a massificou entre o seu público, que sempre manteve o hábito de levar bagagem de mão. Logo, se tornarão freqüentes os casos de passageiros encontrados com objetos perfurantes nas suas bagagens de mão. Mesmo assim, apesar do grande índice de casos, o aeroporto continua não massificando que a implicância com certos objetos em bagagens de mão não é aleatória, mas específica: ocorre exclusivamente em relação a objetos perfurantes. Daí, alguns passageiros resolvem abandonar de vez a sua tradição de viajar com bagagem de mão, e assim nunca mais são incomodados. Muito bem, mas desnecessário. Bastava levar bagagens de mão sem objetos perfurantes, o que a maioria faria se o aeroporto massificasse que a proibição é só para objetos perfurantes.

Nessa analogia imperfeita, os assembleianos que aderiram ao Calvinismo são os que preferem não levar bagagem de mão, quando bastava não levar objetos perfurantes nas bagagens de mão.

A solução para o Semipelagianismo popular é ensinar o Arminianismo de fato, e não descambar para o Calvinismo.

Ensinemos, pois, o Arminianismo, que faz parte da nossa essência histórica como denominação.

Vejam o tipo de problema que pode ocasionar... Conflito entre irmãos da mesma fé por questões teológicas...
     Quando na verdade hoje só querem fazer teologia para ter um diploma, um título ou coisa semelhante, porque eu não vejo ninguém com uma apologética afiada para fazer defesa da fé com base teológica segura e firme, por questões meramente educacionais.              Sempre é seguido de algo em troca, ou fama ou status... Mas acaba tudo no mesmo, no esquecimento.

         Então antes de fazer algo, leia muito antes, pesquise, e principalmente fale com o seu Pastor, ou Direção de Ensino da sua Igreja, tire dúvidas peça conselhos ou no caso faça como eu, estude tudo (é pesado hein kkk).
     Pois bem vou descrever abaixo algumas linhas de teologia para pesquisarem e decidirem qual devem fazer ok!? De qualquer forma, não aconselho fazer sozinho, façam sempre em grupos o aprendizado é melhor assimilado assim.
          
Linhas Teológicas
Teologia Católica Romana:
A Teologia Católica está estribada em um tripé – A Bíblia, incluindo os apócrifos; A Tradição e o ensino dos Pais da Igreja e a autoridade Papal, ex cathedra, onde o Papa decide questões doutrinárias e morais. Com esse tripé teológico a Igreja Católica concatenou novas doutrinas, sem criar constrangimentos por tais doutrinas estarem além ou aquém da Bíblia. A Bíblia tem um papel secundário em detrimento da própria Igreja que é superior a qualquer outra fonte de autoridade eclesiástica. Essa conjuntura ideológica da cosmovisão teológica gerou os sete sacramentos: batismo, crisma ou confirmação, penitência, eucaristia ou missa, matrimônio, unção de enfermos ou extrema-unção e santas ordens. Segundo o catecismo de 1994, “a Igreja afirma que para os crentes os sacramentos da nova aliança são necessários à salvação.” Os sete sacramentos são nada menos que uma séria de boas obras que os católicos creem que precisam fazer para alcançar a salvação. (A deterioração da doutrina católica iniciou-se por volta de século IV).

Teologia Natural

A Teologia Natural Baseia-se somente na razão em detrimento da fé e a iluminação do Espírito Santo e seu mover. Os atributos de Deus são aqueles comuns a todos os indivíduos, ou seja, criação, raciocínio lógico, etc… O conhecimento de Deus é obtido pelo relacionamento com o universo por meio da reflexão racional, sem se voltar a vaticínios e meios sobrenaturais.

Teologia Luterana

Sola Escriptura – Somente a Bíblia, Sola Gratia – Somente a Graça e Sola Fide – Somente a Fé formam o fundamento da Teologia Luterana. A Bíblia é a bandeira pela qual o exército de Cristo deve marchar, Ela não fala apenas de Deus, mas é a própria Palavra de Deus. O centro das escrituras é o Cristo revelado a humanidade. Na questão salvífica o indivíduo em nada contribui, sendo destituído do livre-arbítrio, Deus é a causa eficiente da obra redentora. (Século XVI)

Teologia Anabatista

A Teologia Anabatista preconizou o batismo somente para adultos, testificando assim o rompimento do cristão em relação ao mundo e o seu comprometimento em obedecer a Jesus Cristo. Opunham-se ao controle da religião pelo o estado e nutriam um enorme zelo missionário. Devido a maneira pragmática como viam a vida não deram ênfase aos estudos teológicos sistemáticos.

Teologia Calvinista

A Teologia Calvinista tem como principal bandeira <<A Predestinação fatalista>>. Deus é soberano sobre todas as coisas, tudo está sob o domínio de Deus, como criador e soberano do universo Ele não pode ser limitado por nada, então decreta tudo o que acontece (tudo mesmo, inclusive o mal). Deus predestinou um certo número de criaturas caídas para serem reconciliadas com Ele mesmo e o resto pra ser condenado ao inferno – isso mesmo antes das pessoas nascerem ou pecarem (as pessoas nascem salvas e perdidas). A salvação pode ser resumida nos cinco pontos do sínodo de Dort: Depravação Total, Eleição Incondicional, Expiação Limitada, Graça Irreversível e Perseverança dos Santos. (adaptado, 01)

Teologia Arminiana

A Teologia Arminiana divergiu do calvinismo, argumentando que os benefícios da graça são oferecidos a todos, em oposição ao princípio calvinista da condenação predestinada. A ênfase desta Teologia gira em torno da presciência divina, da responsabilidade e livre arbítrio do indivíduo e do poder da Graça capacitadora de Deus.

Teologia Wesleyana

A Teologia Wesleyana era praticamente de cunho arminiana, embora a principal doutrina destacada por Wesley fosse a da justificação pela fé através de uma experiência súbita de conversão. Também se destacava a doutrina da perfeição cristã ou do perfeito amor, segundo a qual era possível a perfeição cristã absoluta ainda nesta vida… Wesley deixou claro que não propunha a perfeição sem pecado nem a perfeição infalível, mas, antes, a possibilidade da santidade no coração (03).

Teologia Liberal

A Teologia Liberal é recheada por convicções contemporâneas de novas ideologias filosóficas e culturais. A humanidade não é pecadora e nem caída por natureza, não precisa de uma conversão pessoal, apenas o aperfeiçoamento sociológico. Jesus não sofreu vicariamente na cruz, ele não é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, nem Deus, mas simplesmente um representante de Deus, um modelo a ser seguido. A Teologia Liberal segue a visão unitária da pessoa de Deus, Jesus estava cheio de Deus, mas nunca foi Deus. O Espírito Santo é simplesmente a atividade de Deus no Mundo. Os registros bíblicos são falíveis.

Teologia Existencial

Os teólogos existenciais explicam tudo o que é sobrenatural como sendo um mito. Deus atua no mundo como se não existisse, e não se pode conhecê-lo de nenhum modo objetivo. A Trindade, os milagres de Jesus Cristo e sua historicidade, o Velho e o Novo Testamento, as atuações do Espírito Santo, tudo isso, não passam de mitologia religiosa, sendo que pouco se aproveita como conteúdo histórico fidedigno. Encontrar o nosso verdadeiro eu e desmistificar a Bíblia é a maneira pela qual a humanidade poderá ser salva.

Teologia Neo-Ortodoxa

Essa teologia foi uma reação contra a concepção liberal implantada no final do século XIX e houve a tentativa de preservar a essência da teologia da Reforma ao mesmo tempo em que se adaptava a questões contemporâneas. Deus não pode ser conhecido por doutrinas objetivas, mas por meio de uma experiência de revelação. O Cristo importante é aquele experimentado pelo indivíduo, o Cristo bíblico não teve um nascimento virginal. A Bíblia apenas contém a Palavra de Deus, sendo humana e falível. O relato da criação não passa de um mito. Não existe nenhum pecado herdado de Adão, o homem peca por concepção, e não por causa da sua natureza. O inferno e o castigo eterno não são realidades. (adaptado, 01)

Teologia da libertação

A experiência cotidiana das comunidades cristãs latino-americanas que combatem as injustiças econômicas, sociais, culturais e políticas, está na origem da chamada teologia da libertação. A teologia da libertação constitui uma nova interpretação da mensagem evangélica, à luz da injustiça social. Apesar do nome, não é propriamente uma teologia, no sentido de reflexão sobre Deus. Suas raízes podem ser encontradas no movimento denominado teologia política, surgido na Europa na década de 1970, depois que o Concílio Vaticano II (1962-1965), examinou o problema das relações entre a igreja e o mundo moderno. A característica mais inovadora do movimento foi encarar os problemas políticos como base para a interpretação dos textos bíblicos… A mensagem de salvação é interpretada à luz das mazelas sociais de que o homem precisa ser libertado. Ao narrar a libertação dos hebreus do cativeiro no Egito e sua marcha para a Terra Prometida, o Êxodo é a imagem bíblica da mensagem da salvação, e a história sagrada não é algo distinto da história da humanidade ou superposto a ela, mas sim a intervenção de Deus. Um outro elemento importante da teologia da libertação é o método de análise marxista (02).

Conclusão

Mas enfim qual é a concepção teológica dos Evangélicos? A Soberania de Deus, Ele está acima da sua criação e de tudo o que há, não é limitado por nada. A Bíblia é a única fonte de autoridade, inerrante, verdadeira, ela não contém mas é a Palavra de Deus (II Tm. 3:16). Jesus Cristo é o centro das Escrituras; a sua pessoa e obra, principalmente sua obra vicária, são o fundamento de nossa fé cristã e da mensagem da salvação (Jo. 5:39). O Espírito Santo é uma pessoa, que atua por intermédio da Palavra de Deus convencendo o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo. 16:8). A salvação é somente pela graça mediante a fé (Ef. 2:8-9), a fonte da salvação é a graça de Deus manifestada pela obra de Cristo, o fundamento da salvação. A concepção trinitariana é a única maneira de compreender o Deus revelado na Bíblia (Mt. 28:19; II Co. 13:13). O batismo é simbólico, para quem já tem consciência do que é pecado, mostrando a decisão de se separar do mundo em compromisso para com o Senhor Jesus (Cl. 2:12). A Igreja é o corpo de Cristo na terra, composta pelos filhos de Deus (I Co. 12:27; Ef.4:15.16). O cristão deve sempre procurar a santificação em sua vida diária (I Ts. 4:3). A Santa Ceia é em memória da obra de Cristo (I Co. 11:24) e todos os batizados devem participar da mesma (Mc. 16:16; Jo. 6:54).
Em linhas gerais, o que concluímos no fim desse estudo comparativo é a teologia professada pelos protestantes evangélicos atuais.
Fontes de Pesquisas:
(01) H. W. House, “Teologia Cristã Em Quadros”, Editora Vida, 2000, São Paulo – SP.
(02) Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda – CD ROM.
(03) E. E. Cainrs, “O Cristianismo Através dos Séculos”, Editora Vida Nova, 1988, São Paulo – SP. 

Fonte: http://www.cacp.org.br/linhas-teologicas/

Pr. Jeferson Luiz da Silva
Bel. em Teologia Eclesiástica


  

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